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Supera-TE

Supera-TE

Somos grandes, somos muito grandes...

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No início da criação do Supera-TE partilhei aqui que descobri que a minha vontade em superar está muito relacionada com o desporto. Na altura, atravessava uma fase menos boa da minha vida, quando descobri na corrida uma fonte de energia e de boost de boa disposição. Sempre tive uma relação simpática com o desporto e é algo que gosto bastante de praticar e ver praticar. Por isso, os acontecimentos do último domingo foram bastante agradáveis tanto a nível desportivo, como no que diz respeito à superação dos nossos atletas nas várias modalidades. Foi um dia em grande!!! E se conseguirmos visualizar além dos festejos, que ainda se fazem sentir, será uma motivação para entendermos que a vontade, a força de vontade, é o verdadeiro caminho para a superação. Que coloquemos os olhos nestes vencedores e saibamos encontrar energia e força para ultrapassar e superar as adversidades da vida. Parabéns atletas, que as vossas (nossas) vitórias sejam o impulso para os 11 milhões que torceram, choraram e gritaram por vocês. 

Depois da tempestade...

Há dias que parece que a vida se esqueceu de nós. Há dias em que a tempestade parece teimar em não querer sair sobre as nossa cabeças. Há dias em que só vemos o menos, o mau e o feio. A semana passada foi assim, apesar de querer muito tirar a cabeça da areia, sorrir ao mundo e aproveitar apenas as boas energias, não deu. Caí, desanimei e chorei. Esta foi uma nova semana em que prometi a mim mesma que tudo irá dar certo, que terei agilidade suficiente para dar o salto e sorrir, sorrir e sorrir, mesmo que sinta o coração a doer e a mente peça para hibernar. Sei que não posso ceder, sei que não posso ser negativa e sei principalmente que não deverei deixar abater pela incerteza das decisões. Afinal, as decisões certas dão alegrias e as erradas dão aprendizagem. Agora é esperar para ver o resultado, mas entre alegria e aprendizagem uma ficará, e qualquer uma será positiva. Afinal, superar também é reconhecer os nossos erros e querer e ter vontade para fazer melhor e diferente.

Nem de propósito, e sem combinarmos, a CL já tinha esta semana mencionado a Sofia Castro Fernandes, do Às 9 no meu blog, no nosso facebook e agora depois de toda esta tempestade, parece que a querida Sofia escreveu intencionalmente para mim, mesmo sem me conhecer, claro! Quem segue a Sofia e sua escrita, cheia de boa energia e esperança, identifica-se sempre com algum dos seus post's. Esta mensagem foi direitinha à minha mente e ao meu coração.

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créditos imagem Às 9 no meu blog

Mais um ano de vida

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                                                                                                                                                                   créditos da imagem @IL

 

Mais um ano de vida. Mais um ano a comemorar o que há de mais belo: a vida e estar viva. Esta semana somei mais um aninho, no entanto, confesso que nas primeiras horas do dia não me apetecia nada comemorar. Parecia uma atualização automática iniciada, após as 0 horas apoderou-se de mim uma tristeza, uma melancolia ou sei lá o que foi aquilo que senti… Mas ainda há maridos fofinhos que tentam minimizar a coisa, obrigada my love.

Lembro-me de ter 10 ou 11 anos, década de 90, e falava-se que o mundo acabaria no ano 2000. Eu na minha patética inocência acreditava no ditado popular " A 2000 chegarás, mas de 2000 não passarás". Era um ditado que irritava-me solenemente porque achava que era injusto chegar ao ano 2000 com 18 anos e não passar dali. Quer dizer, os 18 anos é aquela idade por que toda a gente espera para tirar a carta, sair à noite, beber uns copos, fazer o que bem quer e apetece sem dar satisfação aos papás (acha eu que seria assim, mas o meu pai depressa chamou-me ao mundo real) e de repente vem o fim do mundo, assim, na flor da idade. Quer dizer ninguém merece!!! Então, ainda na minha patética inocência dos 10/ 11 anos de idade pensava, já que o mundo vai acabar quando eu tiver 18 aninhos, tenho que casar aos 16, para conseguir ter um filho, pelo menos, antes dos 18 anos, antes do BUUUUUM mundial. Só eu!!!

Graças a Deus que o mundo não acabou no ano 2000, nem casei, muito menos tive filhos aos 16 anos de idade.

Aos 16 e aos 18 anos, já tinha maturidade suficiente para entender que a minha vida seria bastante complicada se o casamento e o filho tivessem surgido nessa altura. Nessa idade, um dos meus objetivos de vida, era tirar um curso, trabalhar para a minha realização profissional. Formei-me na área que quis, casei-me, mas a realização profissional está longe de estar concretizada.

Hoje, ao completar 34 anos agonia-me pensar que em setembro, no meu mês, no único mês que tenho para comemorar o dom da vida, tenha que estar ansiosa pela profissão que escolhi.

Talvez por isso, a minha atualização automática tenha sido efetuada com algum custo e me doa pensar que terei que saltar fora e ver que há uma vida para ser desfrutada para lá desta profissão. Tenho que SUPERAR esta opção menos acertada, eu sei que tenho. Comemorar o aniversário no mês de setembro e ser professora em Portugal não é compatível.

 

 

As férias…já foram

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 créditos da imagem @IL

 

É verdade, o Supera-Te foi de férias, mas está de volta. De volta com muitas ideias e com muita vontade de superar. Foram uns dias tranquilos, muito tranquilos, sem stresses ou outras complicações, tal como se querem todas e quaisquer pausas para relaxar.

É bom voltar a sítios onde se é sempre bem recebida. É bom voltar a sítios que nos fazem sentir em casa. É bom voltar a sítios que sentimos que poderiam ser perfeitamente a nossa segunda opção para morar. É bom voltar a sítios onde já se foi feliz, voltar novamente com a certeza que seremos novamente felizes e onde temos quase a perfeita certeza que lá iremos ser sempre felizes. É a prova que a felicidade só depende de nós, enquanto pessoas, de nos desligarmos do materialismo que nos rodeia e centrarmo-nos no melhor que há dentro de nós. Deixar rolar cada segundo, cada minuto, cada hora, cada dia ao seu ritmo e aproveitarmos a dom da vida, da nossa e dos que nos rodeiam, dos que amamos.

Sabe tão bem ir, mas sabe igualmente bem voltar. Voltar ao nosso conforto, aos nossos espaços, à nossa rotina. À mesma rotina que nos permite ir de férias e nos faz ter vontade e necessidade de ir de férias. Em modo de recomeço, fica o registo de alguns momentos destas férias.

Superei-Me a correr, literalmente!

Tudo começou há mais de um ano.

Estávamos em fevereiro de 2014 e enfrentava o sexto mês de desemprego. Desempregada à meio ano, o ano letivo praticamente a meio e as perspetivas de colocação diminuíam de dia para dia. Os currículos enviados para ofertas de emprego, fora da área, eram mais que muitos, no entanto, nem uma entrevista. O desespero estava a dar sinais muito negativos. Foi quando uma pessoa próxima, o PM, convidou-me para começar a dar umas corridinhas ao fim do dia. Aceitei. Já não fazia exercício físico há algum tempo, para além do que, assim obrigava-me também a sair de casa. Começámos a treinar duas a três vezes por semana, curtas distâncias, intercalando corrida com caminhada.

Na altura tivemos conhecimento de uma prova que se realiza na nossa cidade, no mês de abril, a "Scalabis Night Race". Tentámos inscrição para os 10km, mas estavam esgotadas. Apesar disso, não desistimos e avançámos com a inscrição para a caminhada de 5km, mas nada nos impedia de fazer os 5km a correr. Inicialmente era esse o objetivo, mas em cima do sinal da partida resolvemos "pular a cerca" (e que ninguém nos oiça!) e fazer o percurso dos 10km, mesmo sem chip, mesmo sem tempo cronometrado e mesmo sem a inscrição oficial. Foram os meus primeiros 10km. Não sabia se conseguiria, não sabia o que era fazer 10km a correr, mas parti com muita vontade de chegar ao fim. A verdade é que consegui e a sensação no final foi indescritível. Se foi pera doce?! Claro que não! Custou-me bastante, a partir do sexto/sétimo quilómetro cheguei a pensar que talvez fosse melhor fazer o resto do percurso a caminhar, mas a mesma pessoa que me incentivou a começar a correr, não me deixou fazer o resto do percurso a andar. Nos últimos quilómetros deu-me toda a força e incentivo para cortar a meta dos meus primeiros 10km a correr: "Não pares, não desistas, respira, tu aguentas, tu consegues, falta pouco, estamos mesmo a chegar…". Foram estas as palavras mais proferidas pelo PM, o "meu mentor", nos últimos quilómetros. E consegui! No entanto, as dores nas pernas no final eram menores do que a sensação de superação. A partir desse dia acreditei que podia, que conseguia e queria correr muito mais. Correr passou a ser a minha terapia. Posso afirmar que a corrida salvou-me de uma depressão, para a qual a situação de desemprego estava a empurrar-me. Descobri prazer na corrida, obrigava-me a sair de casa, abstraia-me dos problemas e descobri uma nova área de interesse para pesquisar, ler, etc. Claro que não resolvi o problema do desemprego com a corrida, mas encontrei uma forma natural de não cair num buraco sem fundo: a depressão.

Depois da "Scalabis Night Race", vieram mais treinos e mais provas e o tempo das provas tem sido sempre superado. Entretanto, já lá vai um ano, nunca fiz uma prova acima dos 10km, mas talvez ainda este ano consiga superar essa distância. A ver vamos…  

(Ao PM, que não sei se algum dia lerá este post, obrigada pela motivação para correr aqueles que seriam os primeiros 10km da minha vida.)

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 créditos da imagem @IL

 

 

 


editado por CL a 26/7/15 às 10:42

Superar também é não deixar a ansiedade ir de férias

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 créditos de imagem @IL

A minha primeira escrita (para o blog).

O meu primeiro receio (pré final de ano letivo).

Um desconforto que aprendi a controlar, mas que está longe de estar controlado.

As férias estão aí à porta, mas antes delas surgem as tarefas de final de ano letivo. Hoje, estive a realizar uma: contabilizar o número de alunos inscritos, uma vez que se trata de uma disciplina de opção, para o próximo ano letivo. No final da contagem surge uma dor de barriga, pois independentemente de ficar, ou não, na mesma escola gostava de deixar mais alunos inscritos do que os que encontrei. Não aconteceu, pelo menos para já, uma vez que em setembro, os alunos, ainda poderão fazê-lo, mas gostava de sair da "casa" com a "mobília" arrumada.

O percurso da escola até casa, mais ou menos vinte minutos de carro, fi-lo em modo reflexivo, como faço muitas e muitas vezes depois das aulas. O que poderia ter feito mais? O que poderia ter feito diferente? Como cativar adolescente para refletir sobre valores?

Hoje, estas perguntas ficam sem resposta. Pensar sobre elas, nesta altura do campeonato, é comprar um bilhete para levar comigo a ansiedade de férias e de todo que não é essa companhia que quero levar para férias. De férias, só eu e a minha cara metade, com destino ao sul para uns dias de pura descontração como merecemos e gostamos.

Em contagem decrescente para o modo férias e não ligar importância à aborrecida da ansiedade.

 

 

 

 

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