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Supera-TE

Supera-TE

Continua a Superar-SE...

Sim, pelo menos o João Manuel tenho a certeza que continua com essa vontade. Lembram-se deste post?! No qual vos falei de um grupo de jovens com muita vontade de Superar. Pois bem, vi o João Manuel, vencedor do concurso televisivo Peso Pesado Teen, também a correr a Meia Maratona, no passado domingo. Passei por ele e não pude deixar de lhe dizer: "É isso mesmo atleta, vamos lá, está quase!" Aquele incentivo, que quem corre, gosta sempre de ouvir. Ele simplesmente sorriu. Entendi o seu sorriso envergonhado como um, obrigado!

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 Créditos da imagem: Peso Pesado Teen Sic

 

Corri a minha primeira Meia Maratona

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No domingo corri a minha primeira Meia Maratona. Inscrevi-me na Meia Maratona de Lisboa no final de 2015, pois para além de ser uma resolução para 2016, apetecia-me arriscar correr uma distância maior, visto que já corro há dois anos. Na altura que decidi inscrever-me achava que atravessar a ponte 25 de Abril a correr seria qualquer coisa de espetacular, e é meus amigos, acreditem que é. Apesar de ter realizado a prova sozinha, tive o Tejo e 34999 pessoas como companhia. A cara-metade deixou-me na estação do Areeiro e esperou por mim nos Jerónimos, mas antes de nos separamos por uma horas deu-me mil e um conselhos: que tivesse cuidado, que não me partisse toda e que estivesse atenta aos sinais do corpo, se fosse para parar que parasse. A ti, meu amor, muito obrigada por me incentivares por estas andanças e por estares sempre lá a puxar por mim.

Na noite anterior não consegui dormir grande coisa, pois a mente não conseguia desligar do objetivo da manhã seguinte. Cheguei relativamente cedo a Lisboa, uma vez que tinha de apanhar o comboio na estação do Areeiro para passar para a margem sul. Ao chegar à estação do Pragal procurei um wc, porque pensei que seria preferível, antes de começar a fazer 21km. No entanto, a ida ao wc valeu-me mais de trinta minutos numa fila que parecia interminável, pois todas as mulheres tiveram a mesma ideia, ou vontade! Resultado, não consegui chegar ao local da partida e estar tranquila a desfrutar da vista e do ambiente desportirvo que se faz sentir neste tipo de eventos, tal como tinha previsto. Assim sendo, foi sair da estação, ir a correr para a partida e ao mesmo tempo aproveitar para fazer o aquecimento e ainda comer uma banana. Quando cheguei juntei-me à caravana de atletas porque o tiro de partida já tinha sido dado.

Optei por ir o mais à direita possível e aproveitar para apreciar a beleza de Lisboa. A ponte passa-se relativamente depressa, depois o percurso é feito entre a Avenida 24 de Julho, a Avenida da Índia, Dafundo e regressar até aos Jerónimos.

O objetivo que defini para esta prova era simplesmente chegar ao fim e fazer toda o percurso a correr. Foi cumprido embora tivesse ido com bastante receio. Tendo em conta que não era uma prova de 10km, as quais já realizo confortavelmente, o meu maior receio era não saber dosear o esforço e não chegar ao fim. Iniciei a um ritmo muito baixo e aos 10km já ia com mais de uma hora, no entanto, sentia-me bem e decidi acelerar um pouco o ritmo. Cheguei à meta com 2h17m30s de prova. Um tempo sem nada de espetacular, mas isso será para melhorar em provas futuras da mesma distância.

Durante todo o percurso apreciei muito a paisagem, pensei bastante em várias situações, entre as quais, o que iria partilhar convosco neste post. De maneira, que a tarefa maçadora de contabilizar quantos quilómetros faltavam para o fim, foi algo que me passou ao lado, pois estava bem e distraída com muitas outras coisas. Lembro-me de ver algumas placas indicadoras com os quilómetros percorridos, mas a especial foi a placa que indicava 19km feitos e pensar que estava na altura de dar o meu melhor, uma vez que estava a dois quilómetros da meta.

Já li, nas redes sociais, alguns testemunhos de pessoas que realizaram também esta prova, algumas pela primeira vez, outras não, e em comum comigo identifico o poder de superação, de orgulho próprio, de vontade de gritar aos quatro cantos do mundo que conseguimos correr uma meia maratona, 21km! Ok, é certo que não descobri petróleo na minha garagem, nem algo de outra galáxia, mas para mim, o extraordinário é isto: superar-me em cada dia da minha vida ou em cada objetivo a que me proponho. A sensação de cortar a meta é espetacular, dá vontade de abraçar toda a gente, de rir, chorar e até lançar fogo de artifício.

A felicidade reside dentro de nós.

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