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Supera-TE

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Mais um ano de vida

Mybirthday.jpg

                                                                                                                                                                   créditos da imagem @IL

 

Mais um ano de vida. Mais um ano a comemorar o que há de mais belo: a vida e estar viva. Esta semana somei mais um aninho, no entanto, confesso que nas primeiras horas do dia não me apetecia nada comemorar. Parecia uma atualização automática iniciada, após as 0 horas apoderou-se de mim uma tristeza, uma melancolia ou sei lá o que foi aquilo que senti… Mas ainda há maridos fofinhos que tentam minimizar a coisa, obrigada my love.

Lembro-me de ter 10 ou 11 anos, década de 90, e falava-se que o mundo acabaria no ano 2000. Eu na minha patética inocência acreditava no ditado popular " A 2000 chegarás, mas de 2000 não passarás". Era um ditado que irritava-me solenemente porque achava que era injusto chegar ao ano 2000 com 18 anos e não passar dali. Quer dizer, os 18 anos é aquela idade por que toda a gente espera para tirar a carta, sair à noite, beber uns copos, fazer o que bem quer e apetece sem dar satisfação aos papás (acha eu que seria assim, mas o meu pai depressa chamou-me ao mundo real) e de repente vem o fim do mundo, assim, na flor da idade. Quer dizer ninguém merece!!! Então, ainda na minha patética inocência dos 10/ 11 anos de idade pensava, já que o mundo vai acabar quando eu tiver 18 aninhos, tenho que casar aos 16, para conseguir ter um filho, pelo menos, antes dos 18 anos, antes do BUUUUUM mundial. Só eu!!!

Graças a Deus que o mundo não acabou no ano 2000, nem casei, muito menos tive filhos aos 16 anos de idade.

Aos 16 e aos 18 anos, já tinha maturidade suficiente para entender que a minha vida seria bastante complicada se o casamento e o filho tivessem surgido nessa altura. Nessa idade, um dos meus objetivos de vida, era tirar um curso, trabalhar para a minha realização profissional. Formei-me na área que quis, casei-me, mas a realização profissional está longe de estar concretizada.

Hoje, ao completar 34 anos agonia-me pensar que em setembro, no meu mês, no único mês que tenho para comemorar o dom da vida, tenha que estar ansiosa pela profissão que escolhi.

Talvez por isso, a minha atualização automática tenha sido efetuada com algum custo e me doa pensar que terei que saltar fora e ver que há uma vida para ser desfrutada para lá desta profissão. Tenho que SUPERAR esta opção menos acertada, eu sei que tenho. Comemorar o aniversário no mês de setembro e ser professora em Portugal não é compatível.

 

 

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