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Supera-TE

Supera-TE

Considerações sobre a natureza humana

Há dias o psicólogo que observa duas das minhas alunas falava-nos de uma teoria que apesar de nenhum pressuposto ciêntifico é das mais interessantes e concretas que ouvi. 

Segundo ele todos nós estamos envolvidos com por uma bolha que é mais ou menos forte dependendo da família que crescemos. Ou seja, se crescemos numa família realtivamente estruturada, onde fomos amados e nos sentimos seguros, as possibilidades de a nossa bolha rebentar nos momentos mais negativos serão mínimas. Pelo contrário se crescemos num ambiente inseguro a nossa bolha será muito frágil e rebentará facilmente. (É claro que esta teoria não é linear mas há de facto um padrão que facimente se vê, sobretudo quando se trabalha com crianças.)

 

Este senhor afirma ainda que nos últimos 5 anos cresceu estrondosamemte o número depressões entre os adultos e que hoje há depressões como nunca houve. As dificuldades e as exigências da sociedade fazem com que isso aconteça. 

Se aqui há 15 e 20 anos atrás as pessoas seguiam uma linearidade de vida: nascer, crescer ter filhos e um emprego para a vida e morrer. Hoje isso já não acontece. Não há empregos para a vida, temos filhos cada vez mais tarde e estamos constatemente a ser postos á prova nos nossos trabalhos e muitas vezes na nossas relações pessoais. 

Sim, o mundo está-nos a tornar mais frágeis, mas há que ver o lado positivo desta mudança e olhar para ela como uma oportunidade de nos reiventarmos. É verdade que é dificil dar este passo pois nem todos temos as mesmas capacidades e porque reinventar-nos exige uma boa dose de criatividade. O ser humano é um animal de hábitos e sair da nossa zona de conforto é sempre um árduo caminho.

Contudo acho que  é o momento e para fazermos de nós pessoas melhores.O lado positivo desta mudança: o desafio que é sempre aliciante e o crescimento da nossa paz mental que é fundamental para construirmos uma bolha resistente. 

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 créditos da imagem @VL

 

Janeiro o mês dos recomeços difíceis

Em Janeiro é Inverno puro e duro. Janeiro é mês de dias curtos e noites longas. Janeiro é o mês dos planos sem fim e dos dificeis recomeços a que nos propomos. Janeiro é o mês das gripes, das constipações e das alergias. 

Janeiro é o mês das frustrações, dos deveres não cumpridos e do enfrentar das fragilidades. 

Janeiro é o mês do rencontro com nós mesmos. 

 

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 Créditos da imagem @VL em Londres

Décimo terceiro dia de 2016

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A época festiva já lá vai.

Do Natal já nada cá mora em casa, nem mesmo a árvore de natal que subiu para o sótão no último fim de semana. Foi passado em família, parte dela, no quentinho, com saúde e uma mesa farta e sinto-me tão grata por isso.

A passagem do ano, por norma, é sempre comemorada com os amigos, e este ano não foi exceção. Juntou-se uma grupeta bastante animada, e entre conversas e boas gargalhadas lá demos as boas vindas a 2016. Eu, claro, com os meus picos de nervoso miudinho, como contei no último post, mas tudo controlado. Mas mesmo assim, às 23:50 já tinha as doze passas preparadas para atirar à pança, uma a uma, quando soassem as doze badaladas. Sim, o maridão, também teve de comer doze passas, que carinhosamente separei para ele. Na verdade, ele não acha piadinha nenhuma a tal fruto, mas pelo sim, pelo não, come, não vá alguma coisa correr menos bem durante o ano e ficar a pensar que foi devido às passas.

Passas à parte, e já estamos no décimo terceiro dia de 2016. Hoje é o dia. Sim, o dia que escolhi para parar e traçar o que quero fazer, experimentar, arriscar, avançar, lutar, continuar ou deixar neste novo ano. Treze é um numero enigmático, eu acho. Por isso, hoje aproveitei o quentinho do sol, que andava desaparecido desde o ano passado, e escrever as minhas resoluções. Andava por aqui a engonhar, mas não vale a pena. O ano passará de qualquer forma, por isso é bom que siga com objetivos claros e atingíveis, planos que me farão certamente ainda mais feliz e contribuirão para a paz interior, que valorizo cada vez mais. As resoluções estão todas escritas, agora é trabalhar por elas. Pelo menos, o tiro de partida para os treinos do objetivo Meia Maratona de Lisboa, esse está dado e o primeiro treino realizado. Quanto às outras resoluções, ainda tenho 353 dias para trabalhar por elas.

2016 estou de braços abertos para receber tudo de bom que vais trazer.

Confia

Confia que apesar que apesar dos momentos maus, é preciso rodear-nos de amor e acreditar. 

Confia que no fim vais sorrir e vais gritar ao mundo que é possível vencer porque tu acreditaste. 

(Um dos vídeos mais emocionantes e arrepiantes que vi.)

 

Desafios para 2016

Ano novo, vida nova já diz o velho ditado. A passagem para o ano ano é sinónimo de recomeço e consequentemente resoluções. Este ano poupei-me ás resoluções porque geralmente exagero um bocadinho e depois já se sabe não se leva nada adiante. Decidi que devia focar só e apenas nas coisas necessárias. 

Não sou rapariga de escrever as resoluções num caderno, prefiro retê-las na memória.

Entre as resoluções necessárias está a leitura. Este ano pretende ler 1 livro por semana. Ou seja chegarei ao fim do ano com 52 livros lidos. Será?

Vou esforçar-me para tal. Falo duas línguas diariamente, para além disso a escrita é uma importante parte do meu trabalho e dos meus tempos livros. Dizem os estudos e comprova a minha experiência que a escrita criativa surge da leitura. Todos os bons escritores passam boa parte do seu tempo a ler. Porém falar duas línguas faz com que me vá esquecendo de vocabulário que uso menos.há que ler para criar sem dificuldades. 

Na cabeceira já tenha uma pilha de livros para ler em português e inglês. O tempo que passo a ler não estou agarrada ao telemóvel que já se estava a tornar um vício sem retorno  e as reclamações cá em casa estavam a crescer. A bem da minha saúde mental e criativa vou passar mais tempo a ler. E para começar não está nada mal. Já vou no segundo livro em 1 semana. 

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A difícil mudança de ano

Se há altura do ano em que para mim é dificil recomeçar é o ano novo. Tenho 6 semanas de férias no Verão e quando recomeço em Setembro estou feliz e contente com os novos desafios  que daí advêm. 

Em Dezembro duas semanas parecem seis. Os dias são passados á volta da mesa da família e amigos, não há preocupações,não há horários. Há muita conversa e boa comida. Há momentos bem passados e muita alegria. Há tudo o que é bom. 

Quando vira o ano e é tempo de recomeçar chega-me um mau humor terrivel. Tenho ainda mais vontade de dormir porque me sinto cansada só de pensar no recomeço. Não quero apanhar um avião, não quero enfrentar a dura realidade da rotina, não quero mudar o chip da língua. 

Na noite anterior ao recomeço apodera-se de mim um medo terrível, de não dormir, de não chegar a horas, de o dia a semana demorar a passar, de não ter paciência. Tudo me parecesse doloroso.

4 de Janeiro foi o dia do recomeço. Passou de pressa, sem stresses. É sempre assim. Sofro por antecipação, sem necessidade. Mas é sempre dificil a mudança do ano.

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 Imagem: reunião de amigos para a passagem do ano. Foto tirada pela Canon da @IL.

 

14 magníficos a Superarem-SE

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Ontem terminou um programa de Tv que, sempre que tinha oportunidade, gostava de seguir, o Peso Pesado Teen na Sic. Talvez muitos de vós não entendam, mas como falo na primeira pessoa, eu consegui entender aquele grupo de jovens e as razões que os levou a exporem-se. Talvez tenham ganho coragem para pôr um ponto final numa vida desregrada; talvez tenham decidido arregaçar as mangas e começar a lutar contra algo que os ensombrava há tempos; talvez tenham encontrado a oportunidade de perder peso com acompanhamento adequado ou apenas tenham decidido mudar de vida. Qualquer que tenha sido o motivo que os levou a participar no programa estão de parabéns pois foi um passo em frente nas suas vidas.

Nunca lutei contra a obesidade, graças a Deus, mas fui "cheiinha" na minha adolescência e sei perfeitamente que ter um corpo fora das ditas medidas convencionais, pode arrasar com a nossa autoestima.

Passaram-se dezasseis semanas e estão irreconhecíveis, uns mais do que outros, mas o mais importante é que, sem dúvida, as suas autoestimas alcançaram níveis, que já não alcançavam há muito, ou que eram mesmo desconhecidos. A luta daqueles catorze magníficos jovens não terminou ontem com o final do programa, e como disse, e muito bem, um ex-concorrente do Peso Pesado, "… a vossa luta contra a obesidade começa agora quando as luzes se apagarem…".

O programa foi apenas o motor de arranque, mas a obesidade terá sido uma experiência tão negativa, que acredito que nenhum deles quererá voltar a ter o peso que tinha no início do concurso.

Força maltinha, continuem a mexer esses rabiosques e a educar esse paladar.

 

 Créditos da imagem: Peso Pesado Teen Sic

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