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Supera-TE

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Desabafo e.....Paris

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Este post é resultado da minha espera infinita numa estação de comboios. Está um vento infernal, anuncia-se uma tempestade. Na escola dizem-nos que temos de sair até às seis horas. Tinha planeado sair  e ir correr pelo menos metade do caminho até a casa. Desisto....Estou sozinha e o vento está demasiado assustador.

Chego à estação e não há forma de conseguir apanhar o comboio para casa. Demasiado cheio para entrar. O seguinte, atrasado. Atrasado 5 minutos e depos 10 e depois 15.  Tento entreter-me a olhar para as notícias no telemóvel. Um estádio na Alemanha é evacuado por razões de segurança. Paris foi há quatro dias. Finalmente entro num comboio atulhado, onde toda a gente se empurra para entrar. Este segue o o seu caminho, mas o vento é tão forte que só sentimos abalos. Paris foi há quatro dias! Chego à estação e a maior multidão de gente decide sair também. Só vejo pessoas. Não há qualquer espaço livre para subir as escadas. Fico bloqueada pela multidão e pelo medo que algo possa acontecer. Consigo sair e sigo o meu caminho para casa empurrada pelo vento. Paris foi há quatro dias e eu tive tanto medo.

Há duas semanas estava lá, podia ter sido eu. Na sexta-feira alguém da minha família estava perto da zona dos atentados. Podiamos ter sido nós.

Paris foi há quatro dias e eu prometo a mim mesma que vou cumprir os meus sonhos, que vou cuidar dos meus e que vou fazer valer a força do amor que será muito mais forte do que esta imensa desumanidade. É preciso não ter medo e gritar bem alto:Basta! Vocês não vencem! #prayforparis

 

créditos das imagens @CL

Sobre livros........... e à minha mãe que me ensinou a ler

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Chega o Verão e abrem-se os livros que até aí não houvera tempo para desfolhar. Passam-se as folhas uma após outra e engolem-se as letras como não houvesse amanhã. No Verão, o tempo pára e eu posso ler cada palavra, cada linha, cada página, cada capítulo, cada livro sem pressa e com a calma de quem está de férias.                                                                                                                                                         

Lembro-me como se fosse hoje daquela infância em que a minha mãe passava todo o tempo a ler como se não houvesse amanhã. Nessa altura não havia stresses, não havia pressões, havia apenas o dia seguinte. E eu podia passar o tempo a olhá-la, cheia de curiosidade, sobre aquilo que se passava naquelas páginas, que a minha mãe só deixava quando terminasse a última letra. E foi assim que em mim surgiu o bichinho da leitura. 

Não há palavras para descrever o prazer da leitura. Ela transporta-nos para outro mundo , ela faz-nos sonhar, ela faz-nos olhar o mundo com outros olhos; com os olhos de alguém que sente nas palavras o prazer de uma vida simples.

Ler é como se parássemos esta vida e vivêssemos outra vida que não é a nossa...

Porque quando chega o Verão a vida corre mais devagar, sem pressa do tempo que está para vir. Existe apenas a pressa de chegar ao fim de uma outra vida, que é um livro.

Á minha mãe que me ensinou a ler. 

 

(escrito em Agosto de 2013) 

 

 

 

Agora os meus livros: 

 

Um livro de amor para crianças

Um livro escrito por mim.

Um livro ou uma colecção de livros que retrata tanto sobre a realidade de ensinar.

O livro que me ensinou a descobrior o amor. 

Um dos meus preferidos sobre alimentação.

 

 

créditos da imagem: http://searchingfortomorrow.com/

 

 

 

 

 

 

 

Sobre a fé

Respirar fundo, dar o passo, ter fé. Dar um passo em falso, cair, levantar, ter fé, recomeçar. 

Crer que o melhor ainda está para vir e ter fé que a minha vez chegará. Perceber que o caminho não se faz sempre por linhas rectas, há muitas curvas que precisam de ser conternadas. Acreditar que as minhas crenças vale muito mais que ouro. Ter fé que demore o tempo que demorar a minha história terá um final que me fará sorrir. 

 

Porque a vida de emigrante também não é sempre feliz, mas é um acto de fé e de crença que a vida pode ser sempre melhor. 

Olhar sempre mais além e perceber que o melhor é sempre aquilo em que acreditamos. 

 

 

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 créditos da imagem: http://searchingfortomorrow.com 

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